segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sobre a questão da Terra Indígena no Santuário dos Pajés em Brasília


A matéria é da CMI ( http://www.midiaindependente.org/)


Muitas pessoas contrárias aos povos indígenas, e sobretudo os governos e fazendeiros, alegam que os indígenas só são donos das terras que ocupavam quando Pedro Álvarez Cabral aportou na costa brasileira. O próprio governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, conhecido também por ter renunciado ao Senado, no episódio da Fraude do Painel de Votação, para não ser cassado e ter os direitos políticos cancelados, certa vez disse a um jornal de Brasília que a questão indígena do Santuário dos Pajés era bisonha.

O CMI traz a seus leitores e leitoras um texto com informações técnicas que desmistificam esses mitos, de que a ocupação indígena para ser garantida deve ser de carater imemorial, ou relacionada a temporalidade como acontece no caso do usocapião. Os direitos de indígenas são direitos originários, e as terras que ocupam tradicionalmente devem ser asseguradas, conforme artigo 231 da constituição federal.


"Quando a Constituição Federal no Artigo 231 fala em direito originários está se referindo ao direito que os povos indígenas tem sobre as terras que ocupam em razão de sua origem indígena, está falando do indigenato que é uma forma diferenciada de adquirir a propriedade da terra. Todo indígena tem esse direito, que é diferente do direito dos demais que devem adquirir a propriedade nos moldes do direito civil."


"Tradicionalmente" para a Terra Indígena Santuário dos Pajés em Brasília

Por xwmayá 13/11/2009 às 11:06 (CMI)
texto sobre o conceito jurídico de terra tradicionalmente ocupada por indígenas 

Por Carla Antunha Advogada Indigenista de São Paulo


Segundo inúmeros juristas da maior importancia na historia do direito brasileiro, tais como João Mendes Junior e hoje José Afonso da Silva em sua obra "Curso de Direito Constitucional Positivo" quando discorre sobre terras indígenas e especificamente sobre ocupação tradicional diz que "Terras tradicionalmente ocupadas não revela aí uma relação temporal. Se recorrermos ao Alvará de 1º de abril de 1680 que reconhecia aos índios as terras onde estão tal qual as terras que ocupavam no sertão, veremos que a expressão ocupadas tradicionalmente não significa ocupação imemorial. Não quer dizer, pois, terras imemorialmente ocupadas, ou seja: terras que eles estariam ocupando desde épocas remotas que já se perderam na memória e, assim, somente estas seriam as terras deles. Não se trata, absolutamente, de posse ou prescrição imemorial, como se ocupação indígena nesta se legitimasse, e dela se originassem seus direitos sobre as terras, como uma forma de usucapião imemorial, do qual é que emanariam os direitos dos índios sobre as terras por eles ocupadas, porque isso, além do mais, é incompatível com o reconhecimento constitucional dos direitos originários sobre elas.

Nem tradicionalmente nem posse permanente são empregados em função de usucapião imemorial em favor dos índios, como eventual título substantivo que prevaleça sobre títulos anteriores. Primeiro, porque não há títulos anteriores a seus direitos originários. Segundo, porque usucapião é modo de aquisição de propriedade e esta não se imputa aos índios, mas à União a outro título. Terceiro, porque os direitos dos índios sobre suas terras assentam em outra fonte: o indigenato.

O tradicionalmente refere-se, não a uma circunstância temporal, mas ao modo tradicional de os índios ocuparem e utilizarem as terras e ao modo tradicional de produção, enfim, ao modo tradicional de como eles se relacionam com a terra, já que há comunidades mais estáveis, outras menos estáveis, e as que têm espaços mais amplos em que se deslocam etc. Daí dizer-se que tudo se realize segundo seus usos, costumes e tradições."(p.718, Editora Revista dos Tribunais; 7ª edição revista e ampliada de acordo com a nova Constituição, São Paulo, 1991)

A discussão sobre o direito dos índios que habitam a terra indigena Santuário dos Pajés sobre a área ocupada e a negação desse direito é uma questão antiga, mas é uma questão recorrente pois em todas as áreas onde existe um conflito semelhante a questão sobre os direitos territoriais aparece da mesma maneira. O que sempre é dito pelos antagonistas é que tais áreas não lhes pertencem varia entre dizer que eles foram para lá levados e não chegaram espontaneamente (sobre os Guarani, p.ex.) ou que não é uma área de ocupação imemorial (como o caso da Terra indígena Santuário dos Pajés no Bananal). Obviamente seus defensores reagem veementemente a essas hipóteses e isso porque não existe essa possibilidade para os guarani como grupo étnico que são. Os guarani não se instalam em um lugar a mando ou a pedido ou ainda para alguém. A determinação do local de estar é para o grupo indígena guarani a sua principal identificação. E é justamente isso que a Constituição Federal no Artigo 231 quis dizer: no local onde os grupos viverem enquanto grupos indígenas é uma terra tradicionalmente ocupada onde o direito lhes ampara e o Estado lhes garante a posse. O mesmo se aplica aos indígenas da Terra Indígena Santuário dos Pajés em Brasília.
Quando a Constituição Federal declara que as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios se destinam a sua posse permanente, isso não significa um pressuposto do passado como ocupação efetiva, mas, especialmente, uma garantia para o futuro, no sentido de que essas terras inalienáveis e indisponíveis são destinadas, para sempre, ao seu habitat. Se se destinam (destinar significa apontar para o futuro) à posse permanente é porque um direito sobre elas preexiste à posse mesma, e é o direito originário mencionado no indigenato.

Quando a Constituição Federal no Artigo 231 fala em direito originários está se referindo ao direito que os povos indígenas tem sobre as terras que ocupam em razão de sua origem indígena, está falando do indigenato que é uma forma diferenciada de adquirir a propriedade da terra. Todo indígena tem esse direito, que é diferente do direito dos demais que devem adquirir a propriedade nos moldes do direito civil.

domingo, 8 de novembro de 2009

Somos muitos....somos um

"Devemos lutar pela igualdade sempre que a diferença nos inferioriza, mas devemos lutar pela diferença sempre que a igualdade nos descaracteriza" Boaventura de Souza Santos.










Roda de Prosa Beatbox com o músico Spleen

Não perca esta oportunidade!
O Festival Internacional de Inverno de Brasília dentro da temática Agenda pública 2009 por uma cultura de paz quer propiciar um encontro dos ritmos candangos com o renomado músico francês Spleen, dentro do projeto Estaçao Brasil, serie de shows que acontecem na Capital dias 10 e 11 deste mês! A idéia é promover uma roda de prosa Beatbox entre este fantástico artista Francês e nossos artistas brasilienses de todas as cidades do DF. Queremos poder mostrar os diferentes acentos da nossa paisagem sonora candanga, onde tenhamos a chance de trocar experiências sobre o fazer musical de ambos os países. Aqueles que quiserem participar favaor mandar um email para agendapublica.cultura@gmail.com o mais rápido possível pois temos limite de vagas.
O encontro será na forma de uma oficina gratuita no dia 09 de Novembro das 19h00 ãs 20h30 no GRUPO DE PRODUÇÃO CULTURAL da UnB, no Centro de Estudos Multidisciplinares, localizado no prédio dos correios, MULTIUSO 1, BLOCO A sala A1 21/02 - PRIMEIRO ANDAR.
Maiores informações sobre os shows gratuitos dos dias 10 e 11 e sobre o artista acesse: www.statiobresil.com.br/brasilia-df

Convocatória Internacional de Ação Climática

NEVER TRUST A COP -  http://nevertrustacop.org/

A catástrofe é real e a mudança climática é um dos seus vários sintomas. O slogan inevitável da COP 15, "evitar a crise climática global", é um embuste elaborado para ocultar o verdadeiro propósito da COP 15, ou seja, restaurar a legitimidade do capitalismo global, através da instituição do capitalismo “verde".


Será empregada uma nova retórica "para evitar a mudança climática" para justificar a repressão, suas fronteiras fortificadas, suas guerras coloniais pelos recursos naturais. Vestir o Imperador com novas roupas.
Nossa resposta a esta mentira é um NÃO firme e absoluto. Torna-se necessário alterar muito mais que os nossos hábitos em tempo de ócio para sustentar o mundo nos próximos dias. Seria muita tolice depositar as nossas esperanças justamente sobre aqueles que continuam a destruir o planeta por dinheiro.


Em Copenhague, eles vão mostrar a maneira correta de criar um mercado que transforme a biosfera em mercadoria, e assim em poluição, despejando milhões de pessoas de suas terras para extrair os lucros da destruição do que resta do nosso planeta. Nem os governos nem as corporações sacrificarão seu crescimento para reduzir as emissões de carbono, e só vão fazer isso para criar um novo regime autoritário para si próprios.


A retórica sobre a “crise climática" e da "crise financeira" é uma manobra cínica dos administradores do Estado para negar a crise geral da chamada civilização. A COP 15 será apenas uma tentativa para esconder a guerra que o capitalismo está avalizando contra todas as formas de vida no planeta. Uma guerra que abarca a totalidade, incluindo os oceanos e a atmosfera.


No meio da guerra, não há tempo para falar de gestão ou de "soluções técnicas". Não se pode lutar em uma guerra alegando de que essa guerra não existe, cegos pela repressão e transformados em cúmplices ao aceitar a falsa promessa de tranqüilidade pequeno burguesa. No entanto, reconhecemos o inimigo. 


Fixamos uma posição. Lutar!

Só livrando-nos daqueles que dizem nos representar e derrotando a ideologia do crescimento econômico infinito, da produção industrial e de consumo, podemos assumir o controle de nossas vidas e do planeta.


É hora de declarar: atacaremos minuciosamente as estruturas que apóiam a COP 15. Irromperemos nas fileiras da sua polícia, recusaremos negociar com os governos beligerantes e os meios de comunicação que lhes são funcionais; nos negaremos a acompanhar as ONGs vendidas e todos os líderes do protesto, rechaçaremos todos os governos e todas formas de decisões governamentais, não só para deslegitimar aos atuais governos.


É a hora de dizer por que pensamos que a insurgência é necessária para começar realmente a mudar as coisas para as quais estamos tão desesperados. Através de um esforço conjunto em oposição contra os detentores do poder, podemos obter uma primeira visão global, tanto acerca da riqueza quanto das oportunidades possíveis, quanto idéias, experiências e conceitos compartilhados por pessoas de todas as partes do mundo.


Às Brigadas Internacionais!
 

À Guerra Social, não caos climático!
Mais infos: http://nevertrustacop.org/

Antena Negra TV



[Foi lançado neste sábado, 7 de novembro, o Canal 4 Antena Negra TV, em Buenos Aires. O novo sinal atinge os bairros de Caballito, Paternal, Chacarita, Almagro, Villa Crespo, e desde qualquer parte do mundo pela internet, entrando em www.antenanegratv.com.ar. A programação do canal, comunitário e autogestionado, abordará vários problemas, como a dos trabalhadores, habitação, gênero, culturas, e de bairro. A seguir a nota pública que eles soltaram. educação, saúde e meio ambiente, abrindo a palavra, mostrando a organização de diversos setores que estão lutando pela mudança social e fornecendo um lugar para o desenvolvimento da cultura popular, alternativa]

Para você não é preciso muita introdução sobre a Antena Negra TV. Por diversas vezes já nos encontramos pelas esquinas da vida, colocando o corpo na rua e divulgando desde o nosso canal as realidades, as construções, a cultura, a organização e a luta dos trabalhadores.
Hoje, compartilhamos um momento muito importante para nós: o lançamento público deste espaço que é uma ferramenta que fazemos juntos, entre todos.
Após vários meses de trabalho, conseguimos consolidar o projeto coletivo, condicionado o espaço, organizar a parte técnica e desenvolver o conteúdo deste projeto que pretende ser um canal de televisão popular, alternativo e contra hegemônico. Portanto, acreditamos que é o momento de fazer, com todas nossas forças, o lançamento público de Antena Negra TV.
Atualmente, o canal está saindo através da internet e pelo Canal 4. Vamos estar todos os dias transmitindo com Canal 4 programas ao vivo. Além da cobertura e transmissão da rua, acompanhando os vários conflitos, como já temos feito em muitas ocasiões. Cada vez mais, junto com outros meios alternativos (incluindo vários na RNMA), estaremos construindo uma grande rede de comunicação popular.
Assim, faremos um programa especial em conjunto com você, que são convidados muito importantes. O programa será transmitido por todos os meios ao nosso alcance e será retransmitido por muitas mídias amigas.
Você tem sido parte de este canal e para nós é importante que venha acompanhar e compartilhar este momento. Sua presença será uma contribuição significativa para reforçar esta ferramenta que é de todos. Essa será também uma oportunidade para celebrar nossas construções e partilhar com muitos mais companheiros que vão estar presentes.
Nos vemos sábado, 7 de novembro, às 17hs, na Angel Gallardo 752! (CABA)
Te esperamos!
A comunicação não é mercadoria!
(((((el AIRE es LIBRE)))))

Semana da Consciência Negra no Mackenzie

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA NO MACKENZIE:
O 20 DE NOVEMBRO DEVE SER REMEMORADO COM LUTA!
 
O  mês de novembro tem sido símbolo de discussões das questões raciais e sociais em razão do dia da Consciência Negra. Muitos desses debates foram essenciais para desmascarar o mito da “democracia racial”, camuflando o preconceito por anos. Assim, procurando desvelar essa temática, alunos do Mackenzie propõem vivências e debates articulando vários prismas dos olhares lançados sobre o tema.
 
 
 

PROGRAMAÇÃO

 
 
 
09/11 – 18h - DAMAC (Rua da Consolação, 758)
“A INSERÇÃO ATUAL DO NEGRO NUMA SOCIEDADE DE CLASSES”
FILME - DOCUMENTÁRIO: Panteras Negras
PALESTRANTES: Júnior – Consulta Popular
Wilson H. Silva – Doutor em História – USP e membro da Secretaria de Negros e Negras (CONLUTAS e PSTU)
Tito – Força Ativa ,Integrante do grupo de rap Fantasmas Vermelhos e aluno de Direito da UNIPALMARES
Renato Aparecido Gomes – Advogado (Instituto Luiz Gama)
 
10/11 – 18h - DAMAC
“A ACADEMIA EM DEBATE”
PALESTRANTES: Salomão Jovino – Doutor em História – PUC (História do Brasil – Império)
Sylvia Nunes – Doutoranda em Psicologia Escolar e do Des. Humano - USP
Lia Schucman – Doutoranda em Psicologia Social - USP
Elisabete Figueroa – Psicóloga, mestranda em Psicologia - UFSCar  e membro do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros – NEAB
Viviane Lima – Doutora em História – PUC (História da África e afrobrasileira)
 
11/11 – 18h - Centro Acadêmico João Mendes Jr. (Prédio 07)
"O QUE A MULHER NEGRA TEM A DIZER? - UM DEBATE NECESSÁRIO"
PALESTRANTES: Elisandra Souza (Mjiba) – Aluna de Jornalismo (Mackenzie), membro da Edições Toró e Cadernos Negros, Cooperifa e  Agenda Cultural da Periferia (ONG Ação Educativa)
Karina Annanias Teixeira – Aluna de Pedagogia - Mackenzie
Rosângela Calzazara – Diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de SJC e membro GT de Mulheres (CONLUTAS e PSTU)
 
12/11 – 18h - DAMAC
“A RESISTÊNCIA DENTRO E FORA DA UNIVERSIDADE"
Mesa - "História da luta afro dentro e fora do Mackenzie”
PALESTRANTES:  Gildean Silva "Panikinho" – Pedagogo (Mackenzie), Coord. Reg. Projeto Arte na Casa (ONG Ação Educativa), membro da Soweto Org. Negra e projeto "Hip Hop de Câmara" 
Douglas Belchior – União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora - UNEAFRO
Intervenções Artísticas: "Prosa Negra"
- Literatura no Brasil e outros

Colóquio em Memória de Francisco Ferrer y Guardia

O “COLÓQUIO EM MEMÓRIA DE FRANCISCO FERRER Y GUARDIA” visa apresentar a vida e a obra deste pedagogo.





Nascido em 10 de janeiro de 1859 na Catalunha, Francisco Ferrer y Guardia é conhecido como o grande organizador da experiência da “Escuela Moderna” de Barcelona. Contando com colaboradores em todo o mundo, Ferrer inspirou discipulos, defensores de uma educação crítica às formas de dominação, mista entre os sexos e as classes, laica e sem prêmios nem castigos. Há exatos cem anos sua execução marcou a imprensa operária. Perseguido pelo Estado e pela Igreja é preso, acusado de mentor intelectual de agitações na Espanha, sendo fuzilado em 13 de outubro de 1909. Protestos contra o ocorrido renderam repressões e prisões ao movimento operário de todo o mundo, mas o método e filosofia de educação de Francisco Ferrer y Guardia, se espalham por diversos países, inclusive o Brasil. Por este motivo, propomos a construção de um colóquio rememorando o centenário da morte desse pedagogo importante, sua obra e as homenagens a ele feitas no Rio de Janeiro, no Brasil e em outros países.

A realização de um “COLÓQUIO EM MEMÓRIA DE FRANCISCO FERRER Y GUARDIA” visa apresentar a vida e a obra do pedagogo Francisco Ferrer y Guardia a setores dos movimentos sociais e comunidades Acadêmicas, bem como aos professores em geral.

O evento será realizado de 09 (segunda-feira) à 14 (sábado) de Novembro de 2009, com quatro mesas temáticas distribuídas em cinco espaços distintos: na UNIRIO, na AMORJ, localizado no IFCS UFRJ, na UFF, na UFRRJ.e no Centro de Cultura Social do Rio de Janeiro.

Programação do Evento:

Segunda-Feira
• Data: 09/11/2009
Local: Auditório Milton Santos - Térreo
Instituto de Geo Ciencias UFF – Campus da Boa Viagem – Praia Vermelha -
Niterói
Inicio às 14 horas.
Termino às 17 horas.
Apresentações:
“Os Protestos e Homenagens a Ferrer na Imprensa”, Milton Lopes
“Ciência e Franco-Maçonaria na Escola Moderna de Barcelona”, Robledo Mendes da Silva

Terça-Feira
• Data: 10/11/2009
Local: Auditório do CCET, no 1° andar do anexo.
Centro de Ciências Exatas e Tecnologia UNIRIO – Campus da Av. Paster n°
458 – Urca – Rio de Janeiro
Inicio às 18 horas.
Termino às 21 horas.
Apresentações:
“Os Princípios Pedagógicos da Escola Moderna”, Angela Maria Souza Martins
“O Dualismo e a Educação”, Silvério Augusto Moura Soares de Souza

Quarta-Feira
• Data: 11/11/2009
Local: Sala 106, IFCS/UFRJ.
UFRJ – Campus do IFCS UFRJ, Largo de São Francisco de Paula, nº 1 - Centro - Rio de Janeiro
Inicio às 17 horas.
Termino às 21 horas.
Apresentações:
“A Instrução Integral na perspectiva da Escola Moderna de Barcelona”, Rogério Cunha de Castro
“Os Discípulos de Ferrer na revista A Vida”, Sergio Mesquita

Quinta-Feira
• Data: 12/11/2009
Local:Instituto de Educação, sala 8 IE/UFRuralRJ. IE - Instituto de
Educação UFRuralRJ– Campus Seropédica – Rio de Janeiro
Inicio às 13 horas.
Termino às 16 horas.
Apresentações:
“Os Discípulos de Ferrer na revista A Vida”, Sergio Mesquita
“Ciência e Franco-Maçonaria na Escola Moderna de Barcelona”, Robledo Mendes da Silva

Sábado
• Data: 14/11/2009
Local: CCS-RJ.
Centro de Cultura Social do Rio de Janeiro – Rua Torres Homem 790– Vila Isabel– Rio de Janeiro
Inicio às 14 horas.
Termino às 17 horas.
Apresentações:
“Vídeo e debate”, José Damiro de Moraes e Robledo Mendes da Silva

Mais informações em: http://homenagemaferrer.blogspot.com/

Nota do Movimento Cerrado Vivo


“O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos.” Martin Luther King

Prezados amigos, um crime sócio-ambiental está ocorrendo bem debaixo de nossos olhos. A população só conhece a versão oficial da história, que vem sendo propagada pelos meios de comunicação chapa branca, enquanto isso, a última grande reserva do Cerrado dentro da área tombada de Brasília já está sendo destruída e a comunidade indígena que cuida daquele local está sendo expulsa.

O governo arrecada uma fortuna com a chamada ” Ecovila” Noroeste, que se diz ser o primeiro bairro ecológico do Brasil, mas na verdade trata-se de um tremendo engodo.

As verdadeiras Ecovilas que se espalham por todo o mundo são criadas em cima de áreas já degradadas pelo homem, aonde os futuros moradores irão recuperar o local , respeitando e se adaptando aos ritmos da natureza.

Na FALSA Ecovila do GDF, existe na verdade um projeto antiquado que será construído em cima de uma reserva ambiental e de um santuário indígena, projeto feito pelas construtoras da cidade e “doado” ao governo local, aonde se criou um bairro de luxo, aonde o desperdício e a ineficiência serão predominantes. Verdadeiras estufas de vidro e granito climatizadas com muito ar-condicionado.

O projeto contraria todo e qualquer princípio de arquitetura ambiental, não pensou-se em criar um zoneamento para preservar a reserva florestal, muito pelo contrário, a avenida principal passa justamente na área com a vegetação nativa mais preservada, e que vem sendo cuidada e mantida pelos índios que habitam a região.

A farsa do projeto “sustentável” é na verdade uma repetição de clichês do chamado “marketing verde” ou melhor “maquiagem verde”, que serve única e exclusivamente para encarecer os apartamentos (captação de água da chuva e paineis solares para aquecimento de água já é lei em várias cidades do Brasil. É uma obrigação das construtoras e não um gesto em defesa da natureza.)

A cara-de-pau do governo e principalmente da imprensa vendida é tão grande que usam justamente as riquezas naturais da reserva do Bananal e citam as suas árvores (copaíba, ingá, angico, baru, açoita-cavalo, barbatimão, pimenta de macaco, jequitibá etc) como itens para vender qualidade de vida para os futuros moradores.

Eles só não dizem que as mesmas árvores estão sendo destruídas por seus tratores na calada da noite.

Com esta farsa o GDF já engordou o seu cofre com 1 bilhão de reais, fora a fortuna que as construtoras irão ganhar (as mesmas que elegeram o atual governador, fora o fato de que o vice-governador é um dos maiores empresários da construção da região).

E com essa fortuna circulando, está todo mundo de bico calado, os deputados distritais defendendo os seus patrocinadores de campanha, o IBRAM órgão que só sabe abençoar o que o governo manda, e os que permanecem em cima do muro, FUNAI e IBAMA que lavam suas mãos convenientemente.

Enquanto isso o cacique Korubo, guardião do local que vinha sendo ameaçado de morte está DESAPARECIDO HÁ SEIS MESES, e uma residência indígena foi incendiada de maneira criminosa. Tenho certeza que vc não leu e não lerá isso no Correio Braziliense.

Mas a atitude do governo e dos empresários já era esperada, estranho seria se eles se comportassem de maneira diferente.
O que não é admissível é ver a passividade do cidadão brasiliense, que terá a sua qualidade de vida extremamente prejudicada por esse tsunami de concreto e asfalto despejados em cima da última grande reserva de Cerrado dentro da área tombada de Brasília. Especialistas em trânsito já falam do caos que virá em nossas ruas, igualando Brasília às demais capitais, com engarrafamentos intermináveis e poluição do ar.

O governo fala que a cidade não tem para onde crescer, assim justificando as suas atrocidades,mas ignora que naquela região poderia ter sido feito um verdadeiro bairro ecológico. Primeiramente delimitando a reserva ambiental e o santuário indígena, depois criando verdadeiras ecovilas nas áreas degradadas ( pelo próprio GDF) do local, usando os princípios do urbanismo ecológico e da arquitetura bioclimática, aonde teria uma população de moradores condizente com a fragilidade do local.

Mas o que está sendo feito é o extremo oposto, uma farra da especulação imobiliária que agride a inteligência da população mais esclarecida. Brasília vai fazer 50 anos, isso aqui não é mais terra de ninguém como pensam os políticos.

O ministério público em março deste ano recomendou a suspenção de todas as licenças emitidas pelo Ibama para a construção do setor noroeste por irregularidades no processo, e recomendou ainda o estudo para a demarcação da terra indígena do Bananal.

A mobilização já está sendo feita, diversas ong´s, grupos estudantis, associações de moradores já estão nesta luta, mas ainda é pouco, precisamos da SUA participação também. Junte-se a nós.
PAREM OS TRATORES JÁ!!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

COOPERIFA

Saraus da Periferia